Ele esperava pacientemente que ela chegasse. Ela chega de mansinho e aguarda que termine um telefonema. Coloca a mão direita na mão direita dele. As pontas dos dedos dela serpenteiam na palma da mão dele. E ali ficam, mão na mão, olhos nos olhos. Tentam adivinhar o que cada um sente. Fazem-se perguntas, com os olhos. E sem darem conta, já vão respondendo com os olhos.
Tentam combinar um passeio pelo campo. Mas outros deveres os impedem.
Tentam de novo.
Ela depois de muitas tentativas, diz-lhe que afinal não consegue ir. Ele responde numa mensagem: "Sendo assim, se não vais também não vou. Vamos noutra altura, se ainda quiseres ir comigo"
Ela ficou radiante com a resposta. E adormeceu...
No dia seguinte o postal sobre a amizade que lhe enviara, teve resposta.
"Eu para ti, sou só um amigo?"
Nunca aqueles corações bateram tão aceleradamente. A resposta que o coração quer dar, a razão não deixa. De repente as emoções rodopiam em espiral. Um turbilhão delas. Como se fossem um tornado, ou um furacão. Os seus corpos parecem encendiar-se , ondas de calor apoderam-se dela, quando ele se aproxima. Ele não se consegue concentrar. Ela não lhe respondeu.
No dia seguinte conversaram. Da uma forma tão confusa, que nenhum dos dois percebeu o que o outro disse. Até hoje.
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